terça-feira, 6 de março de 2012

A descoberta do câncer (parte 1)

Há algum tempo minha tia já vinha reclamando de cansaço e uma "alergia" que nunca passava. Como ela já é uma senhora (tem 70 anos), a família acreditava que tudo era causado pela idade.

Em outubro do ano passado, ela havia feito um checkup. A cardiologista havia dito que estava tudo bem. Nas palavras da minha tia ela afirmava que a doutora havia dito que "o pulmão estava limpinho".

Em janeiro deste ano minha tia começou a sentir enjôos e dores, mas ela sempre culpava a "alergia" crônica que ela tinha. Somente em fevereiro ela percebeu que havia algo realmente errado com ela. Ela começou a pedir a família que a levasse aos postos de urgência públicos. Na segunda visita à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) foi verificado que havia algo de errado no sangue dela.

Eu não sei os termos técnicos, mas entendi que no sangue da minha tia havia bile (sim, aquele suco produzido pelo fígado).

Foram pedidos uma ultrassonografia do abdômem e uma endoscopia. A família optou por fazer a ultrassonografia primeiro, uma vez que a endoscopia seria um exame muito dolorido para uma pessoa na idade da minha tia.

Quatro dias após o atendimento na UPA levamos minha tia a um gastroenterologista. Este somente pediu uma ressonância e disse que não poderia fazer nada enquanto ela não tivesse o resultado da mesma.

Durante todos estes dias os enjôos e a dor se mantiveram. Minha tia só podia tomar remédios leves para a dor, os quais foram receitados na própria UPA.

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